A estação ecológica do Raso da Catarina é uma estação ecológica brasileira, localizada entre o rio São Francisco e o rio Vaza-Barris, na região mais seca do estado da Bahia, com pluviosidade que varia entre 300 e 600 mm por ano. Possui área total segundo o ICMBio de 104.842,84 hectares.
A Estação Ecológica do Raso da Catarina foi instituída pelo Decreto Federal nº 88.286, de 03/01/83, e localiza-se à margem esquerda do Rio Vaza Barris e à margem direita do Rio São Francisco, a oeste da cidade de Paulo Afonso. Está localizada no estado da Bahia, abrangendo parte dos municípios de Jeremoabo e Paulo Afonso.
Situa-se na porção mais seca do território baiano, estando classificada em zona de transição entre os climas árido e semi-árido. As temperaturas variam entre 27 e 30 ºC, apresentando um déficit hídrico constante, não havendo expediente hídrico anual. O regime de chuvas caracteriza-se por torrencialidade e irregularidade, com amplitudes anuais entre 400 a 600 mm, concentradas no período mais frio do ano.
O relevo é plano, em forma de tabuleiro, marcadamente cortado por vales secos e ravinas, sendo o suporte tabuleiro que deu à região a denominação de “Raso”. Os entalhes profundos nos tabuleiros são os canyons. A periferia no platô, sobretudo nas porções sul e oeste, encontra-se fortemente erodida, por violenta erosão, facilitada pela natureza dos sedimentos de formação essencialmente arenosos.
A vegetação é típica de Caatinga arbustiva com abundância de xique-xique, bromeliáceas terrestres e grande densidade de mandacaru. Constituída principalmente de arvoretas e arbustos, a vegetação apresenta deciduidade durante a seca, não se verificando a presença de epífitas e cipós.
A fauna na região é diversificada, observando-se a existência de mamíferos, como veado do gênero Mazama, a onça parda, e aves como a pomba-avoante. A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), originária desta região, é considerada extinta na natureza desde que o último exemplar em liberdade desapareceu no ano de 2000.
É refúgio da Arara-azul-de-lear, dos répteis Anfisbena (cobra-cega), o lagarto Tropidurus cocorobensis e do mamífero roedor Dasyprocta sp..
A Esec Raso da Catarina é área prioritária para a conservação de aves, já tendo sido catalogadas na região 233 espécies. Estima-se que existam na região apenas 1.150 araras-azuis-de-lear. A espécie é endêmica da caatinga do nordeste da Bahia. Os esforços de conservação da ave estão no Plano de Ação Nacional (PAN) coordenado pelo ICMBio.
A estação ecológica Raso da Catarina é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade(ICMBio). O acesso é restrito a finalidades educacionais e científicas, dependendo de autorização prévia.
Alojamentos, áreas de camping, opções para alimentação…